Nova equipe Americana de F1 só entrará no Grid em 2016, Diz Gene Haas.

Após conseguir a licença para ter uma equipe na Fórmula 1 a partir de 2015, o bilionário americano Gene Haas afirmou que só conseguirá colocar o novo time no grid de largada em 2016. Em entrevista ao site "Motorsport.com", Haas explicou que é impossível organizar todos os detalhes necessários a tempo de uma estreia na próxima temporada.

-  Parece que estamos levando mais tempo para organizar as coisas do que pensávamos. Já estamos praticamente em junho, a apenas sete meses do início da próxima temporada, e o prazo apertado realmente iria nos levar à loucura - afirmou o empresário de 61 anos, que é proprietário de uma empresa de engenharia com faturamento anual de 1 bilhão de dólares (R$ 2,2 bilhões).

Além de questões de logística, como a escolha de um país para abrigar a sede da equipe na Europa, o desenvolvimento do carro e a escolha de uma fornecedora de motores, o bilionário americano também precisará de mais tempo para definir os pilotos que formarão a dupla titular da nova escuderia.


- Temos uma lista de nomes, mas o problema é que, na maioria dos casos, eles já estão trabalhando para outras equipes e não podem sair de seus contratos nos próximos seis meses. Em termos de motores, estamos mais inclinados para a Ferrari, porque eles seguem uma proposta mais semelhante à nossa - afirmou Haas, que é co-proprietário de uma equipe da Nascar.

O último time de DNA ianque a participar da categoria foi o Haas Lola, em 1985 e 1986. Apesar do nome, a equipe não possuía qualquer tipo de ligação com Gene Haas. Os Estados Unidos estiveram perto de conseguir um lugar no grid em 2010, quando a Fórmula 1 enfrentava um processo de expansão da categoria. Mas a candidata, USF1, não atingiu os requisitos da FIA.


A entrada da nova equipe é mais um capítulo do “sonho americano” da Fórmula 1. Há anos, o chefão da categoria, Bernie Ecclestone, deseja reconquistar o mercado dos EUA. Se por um lado, houve o fracasso da USF1 e a inviabilidade da corrida nas ruas de Nova Jersey, por outro lado, a construção do Autódromo de Austin e a realização do GP dos EUA desde 2012 obtiveram êxito.

Guilherme

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