Segundo a acusação, Ecclestone está envolvido em um "caso especialmente grave" pelo pagamento de US$ 44 milhões (cerca de R$ 106 milhões) a Gerhard Gribkowsky, que os promotores alegam ter faciltado a venda da Formula One Group a um comprador atrelado aos negócios de Bernie, a CVC.
O ex-banqueiro do Bayerische LB foi considerado culpado por corrupção, evasão fiscal e abuso de confiança por este tribunal de Munique, condenado a oito anos e meio de prisão na Alemanha e cumpre a pena atualmente.
A defesa de Ecclestone consiste na afirmação de que o pagamento foi feito para evitar que Gribkowsky fizesse denúncias ao HM Revenue & Customs, o Fisco britânico, que era o próprio dirigente da F1 quem controlava a Bambino Holdings, uma empresa que sempre foi ligada — e até onde se sabe, de fato tem como seu cabeça Bernie. Neste caso, Ecclestone deveria pagar os impostos referentes ao lucro do fundo que comandava, algo em torno de pomposos R$ 9,5 bilhões.
Ecclestone também temia que o caso fosse exposto à mídia, o que poderia levar à perda do comando da F1. Uma vez devidamente divulgado, é o que deve acontecer. Uma fonte da CVC falou ao jornal 'The Times' nesta quinta-feira que o grupo de investimento vê que é impossível a categoria ser gerida por um "nada verdadeiro e confiável" Bernie. "Acabou", sentenciou um diretor da CVC. "Na verdade, já acabou faz algum tempo, mas Bernie continuou como cara do esporte até terem início seus julgamentos, que foram devastadores.
A mesma fonte falou ao jornal que "alguns vão sentir falta dele, mas ele já não é indispensável. Nenhum outro profissional do esporte espera continuar com o estilo opaco de negócios que se tornaram norma com Ecclestone. Chegou a hora de a F1 limpar a casa", disse duramente.

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